quarta-feira, 9 de julho de 2008

Lembra



Um dia escrevi:Lembra.

Tão somente lembra.

Que o riso vem ao amanhecer.

E se não vier?

Agüenta...Recolha as palavras e lamenta.

Silencia... Um silencioso lamento.


Mas hoje escrevo e me retrato:

Lembra.Tão somente lembra.

Que o choro pode durar uma noite

Mas o riso vem com certeza ao amanhecer.

É promessa que não pode falhar.

Por isso não lamenta.

Aquieta e aguarda a promessa!


Maria Eugenia
09/07/2008

domingo, 6 de julho de 2008

Mestra Poeta



Mestra Poeta: aquarela

delicada. Recatada, em paz.

Respeitosa, admirável!

Que bela poesia,

nostalgia é capaz!


Deleito-me com tua verdade,

assiduidade e constância no ser!

Não me falte oportunidade...


Portanto, agora vou dizer:

Admiro-te, aspiro teu sopro,

com gosto e vontade discente.

Amanheço naquele alvoroço,

pois de mim, tornas-te ciente!


À nossa querida Mestra Poeta, Maria Eugênia!


Sereníssima/08 - 06/07/2008

sábado, 5 de julho de 2008

Devocional





05 de julho VIDA SANTA TEM PREÇO?

“Que Deus, que nos dá a paz, faça com que vocês sejam completamente dedicados a Ele” (1 Ts 5:23).

Se há uma mercadoria em extinção é a santidade de vida. Não sei o porquê, mas pouco se fala, atualmente, neste assunto tão importante. Criado espiritualmente numa Igreja que tem como lema “Santidade ao Senhor”, habituei-me a ouvir com constância exortações no sentido de se procurar uma vida perto da Cruz, perto de Deus.
Qual o preço de uma vida santificada?
Tenho aprendido que santificação é mais do que separação do mundo, embora também o seja, pois ser santo e mundano ao mesmo tempo é tentar misturar água com óleo. Não dá certo.
Uma vida santa exige termos a certeza da nossa salvação em Cristo. Ser salvo não é um sentimento. É uma posse. No momento em que tomo posse da promessa de Deus, que afirma que Ele me amou de tal maneira que deu Seu Filho por mim, imediatamente torno-me filho de Deus. Num ato instantâneo, sou justificado, regenerado e adotado na família de Deus. Isso não é arrogância. É segurança.
Outro fato que me ajuda a caminhar para a vida de santidade é a consagração sem reserva de minha vida à vontade de Deus. Paulo, escrevendo em Romanos 12, diz que “devemos entregar nossos corpos como sacrifício vivo e agradável a Deus”. Isso significa consagração: colocar-se nas mãos d’Aquele que tudo pode, inclusive, tornar santo aquilo que a Ele consagrei.
Nessa mesma direção, devo, pela fé, confiar na Palavra de deus que me chama à santificação. Jesus orou: “Pai, santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade” (Jo 17:17). Jesus derramou Seu sangue, para santificar Seu povo. E o Espírito Santo, que é a essência de Deus, portanto, Santo, vem com Seu poder sobre nosso coração sincero e nos santifica, conforme lemos na Palavra:” E o Deus da paz vos santifique em tudo...”(1 Ts 5:23).
Vida santa tem preço. Ele já foi pago na Cruz pelo Senhor Jesus. O que nos cabe é abrir nossos corações e viver na luz conforme nos convida a Sua Palavra. E Deus, somente Ele, fará o que só Ele é capaz de fazer.

PENSAMENTO: Vida santa tem preço, preço de cruz.

ORAÇÃO: Senhor, que eu esteja neste mundo com uma vida santa, sem compactuar com o pecado e que eu possa Te exaltar através do meu viver. Em Cristo, amém.

LEITURA: Mc 13:1-14 1 Rs6 Os 8

Devocional extraído de: Bálsamo e Mel - Meditações Diárias
Autor: Pr. L.Aguiar Valvassoura


sexta-feira, 4 de julho de 2008

A Dança




Seus braços me enlaçam.
Seu rosto cola-se ao meu.
Iniciamos a dança...

Maria Eugenia
04/07/2008

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Grito Surdo




Ouço o silêncio da madrugada.

Dormir não consigo.

Revolvo-me de um lado para outro

Buscando apagar sua imagem

impregnada em mim feito tatuagem...


Grito um grito surdo, amortecido.

Choro lágrimas que já não escorrem

Dentro em mim já secaram.

Queria riscar totalmente seu nome

gravado indelével em minha pele .


Amanhece...

O primeiro rasgo de clarão da manhã

encontra-me completamente ensandecida.

No chão sentada , desalinhada...

Insone, espero a resposta

do grito surdo que você não ouviu...


Maria Eugenia

03/07/2008

terça-feira, 1 de julho de 2008

A Procura



Procuro a mim mesma.
Busco a minha essênciano âmago de meu ser.
Tento encontrar inspiração
Sentindo o árido deserto
que se tornou o meu escrever...

As letras se movem
Embaralham-se...
Não consigo tocá-las.
Surgem e desaparecem
Como se dançassem
Numa espiral vertiginosa
Escapando de minhas mãos.

Atrevo-me a tocá-las.
Elas serpenteiam sinuosas.
Escondem-se zombeteiras
Deslizando sorrateiras
Furtivas como um tremendo lapso.
Como uma sinfonia de total descompasso.

Nesse exercício de alcançá-las
Debati-me em profunda exaustão.
Fui amiga da depressão.
Abandonei a pena, sai de cena.
Jurei nunca mais escrever.
Decretei abandoná-las.

Porém, como um escriba delirante
Que não vive sem o calor da letras
Tento, tento tocá-las mais uma vez
Na esperança ou no desespero de encontrar
O grande e misterioso caminho do escrever...

Maria Eugenia
01/07/2008

sábado, 21 de junho de 2008

Vaidade das vaidades



Amei com toda intensidade
Desejei...
Desejei contra toda verdade
vaidade das vaidades...

Busquei nas amenidades
Na profundidade procurei
Desejei...
Feri-me na superficialidade
das vaidades...
Vaidade das vaidades...

Chorei o choro
Paguei o preço
Amei com toda intensidade
Desejei...
Apostei alto
Mergulhei na inconseqüência
da irreverência que não tem preço.

Gritei a dor profunda
Lancinante...
Perplexa...
Sem sonhos não mais desejei...
Morri a morte da consciência
Enterrei-me na vala
na vala da vaidade...
Vaidade das vaidades.

Maria Eugenia
28/11/2007